Dentre todos os livros que tenho na minha estante abarrotada, eu escolhi ler um que ganhei de presente de Natal; O Amor é Fogo (Nora Ephron) que tinha a seguinte dedicatória: “eu não te prometi um romance novo pra 2012?”…

Comecei despretensiosamente como faço com todos os novos livros e a medida que a leitura evolui eu me agarro a ele como o ultimo sopro de oxigenio para um moribundo… como faço com todos os livros.

Eis que já no final, em duas noites de leitura apenas, cheguei no seguinte trecho:

As vezes acredito que o amor morre, mas que a esperança é a última que morre. As vezes acredito que a esperança morre, mas que o amor permanece. As vezes eu acredito que o sexo e a culpa geram o amor, e as vezes eu acredito que o sexo e a culpa geram um bom sexo. As vezes eu acredito que o amor é tão natural quanto as marés, e as vezes eu acredito que o amor é um ato de pura vontade. As vezes eu acredito que algumas pessoas se saem melhor no amor que outras, e as vezes eu acho que todo mundo está fingindo. As vezes eu acredito que o amor é essencial e as vezes eu acredito que o único motivo que o torna essencial é o fato de que, se voce não o tem, voce passa todo o seu tempo procurando por ele.

Um livro que parecia inofensivo e leve traduziu de modo tão simples o meu estado de espírito, de um jeito que eu não poderia faze-lo em 100 anos, mesmo que tentasse colocar no papel meus sentimentos confusos em relação ao amor repetida e incessantemente.

Sem mais.

Beijo,

Fabi